sábado, 7 de agosto de 2010

Simplesmente... Amor!


Ela não pensara!



Caso tivesse feito isso não teria ido. Pegou sua mochila e embarcou no primeiro ônibus para o Rio de Janeiro.
Naquele momento, o tempo era o seu maior inimigo, travara uma batalha invisível com este que junto com a distância o separava do seu amado.
Na estrada, milhares de pensamentos incessantes e a adrenalina tomavam conta de cada poro do seu corpo. (Tic-Tac)
Sua playlist também não estava ajudando muito... Enquanto relembrava o sorriso quer tanto adorava.


'(...) A não ser, a vontade de te encontrar... O motivo eu já nem sei... Nem que seja só pra estar, ao seu lado só pra ler, no seu rosto... Uma mensagem de amor (...)’.


Ah! Essa música... Léo Jaime soubera parafrasear tudo que ela sentia naquele momento.
Seus olhares impacientemente indo de encontro de encontro ao relógio.
- Não vai dar tempo! O vôo dele é as sete e já são quase quatro.
A ansiedade atinge seu nível máximo.
- Sou louca! Pensa.
Antes a loucura dos que amam que a prudência que tudo se nega e esconde-se em seus medos ocultos.
Se isto era ser louca, então era isso...
- Loucura tem cura? Sorri.

O ônibus finalmente chega à rodoviária. Ela sabe que ele está na Biblioteca Nacional. O relógio marca 16:17.
Corre pelos corredores da rodoviária e toma o ônibus que vai levá-la até ele. Mesmo sem saber o caminho.
Já não consegue pensar, nem distinguir o inverossímil da realidade. Tudo parece estar suspenso no ar.
Desce do ônibus!
Sobe as escadas em frêmitos e então liga pra ele... Agora  já sabe que ela está ali.
Enquanto guarda sua mochila no armário olha novamente o relógio. Vira-se e lá está ele recostado em uma pilastra com o sorriso doce e malicioso que ela tanto adora.
Naquele momento tudo fizera sentido e ela percebe o porquê de estar ali. Aquele sorriso justificava a impulsão e as horas de viagem.
Ela retribui o sorriso e o abraça por instantes que parecem uma eternidade.
Seu inimigo ainda está por perto... Tinha pouco TEMPO!
Ah tempo... Como queria que ele cessasse... Mas isso não iria acontecer!
Seguiram de mãos dadas conversando... Sorrindo... Ambos ignorando que logo teriam que se despedir, agora, por tempo indeterminado.
Enfim, chegara o momento temido.

Ela fica... Ele vai!
O vê indo embora mais uma vez... A distância ficando cada vez maior.
O nó na garganta... Uma sensação estranha e aquela lágrima presa que insiste em tentar denunciá-la
Respira fundo... Acende um cigarro e o sorve lentamente. Ela sabe que odeia esse seu vício, sorri ao lembrar momentos passados e continua fumando.



Era tão difícil ter que vê-lo ir embora... Ter que deixa-lo partir.
Enquanto espera seu ônibus, relembra uma frase que lera em algum lugar, mas não recorda ao certo onde.


‘Quem gosta faz o que pode. Quem ama faz o impossível!’


Ao reviver essa citação ela exita. Sorri novamente e tem então a certeza que tanto temia: aquela confusão de sentimentos que havia se instaurado em sua vida, definitivamente, era... Amor!



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